segunda-feira, 12 de abril de 2010
O tempo
terça-feira, 30 de março de 2010
Armando, Eterno!
quinta-feira, 25 de março de 2010
LOVE, Whrere is Your Fire?
Estive aqui sentada fumegando
Fazendo sinais com bastões, fins estranhos e porções
Mas não há nem sinal de uma chama
Impostores passaram por aqui, ofereçendo um brilho agradável
Mas estou me apegando ao que você é - um inferno que queima até os ossos
Alguns me incentivam a ser moderada, mas morno não dá certo
Pois eu, eu quero me inflamar com você
Então estou guardando meu coração por você
Guardando meu coração
Então me coloco segurando tochas
Falando palavras que são lâmpada para os pés deles
Até que você venha e eu seja inteira, e nos tornemos um e o fogo em mim seja completo
Alguns me falam pra ser moderada, mas morno não dá certo
Pois eu, eu sei que vou me inflamar com você
Então estou guardando meu coração por você
Guardando meu coração
Então uma dúvida vem mentir lá no fundo da mente
Até que eu me ofereça a você e você educadamente recuse
Então apresso-me a calar-te
Gritarei e afastarei isso pra longe
terça-feira, 23 de março de 2010
No guarda-roupa das manias
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ensaio sobre a curiosidade
Olhar pelo buraco da fechadura é muito mais emocionante que escancarar a janela. É uma sensação estranha de assistir o que é proibido, de observar quem está do outro lado sem que esse saiba da sua presença. Um esquisito prazer que a maioria dos seres humanos revela cultivar. Alguns, mais conservadores (ou hipócritas), dizem não sentir tal necessidade, que isso é para pessoas que não tem o que fazer, que são desocupados preocupados com a vida alheia. Outros assumem que gostam de saber dos problemas, alegrias e das tristezas do próximo, mesmo que o “irmão” não tenha ciência disso. É um dos tracejos do perfil humano. Genético ou não a ciência ainda não consegue explicar.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Sem saco, sem paciência, sem crédito: Oscar 2010!
quinta-feira, 11 de março de 2010
Era uma questão de tempo, Werther!
Naqueles parágrafos o autor colocou toda a sua história, sua vivência, suas experiências através de Werther, o narrador de seu próprio calvário. E fez isso com um brilhantismo incomparável. Uma leitura que não cansa. Com uma linguagem culta, mas de simplicidade tocante, ele nos leva até o seu mundo, nos transporta para dentro dos mais alegres e festivos sentimentos até aos mais sombrios e nefastos pensamentos.
Goethe relata sua trajetória, sua relação familiar, seus medos, relações profissionais, impressões do mundo e, principalmente, seu amor platônico. Werther se apaixona e cria um mundo em sua mente, que ele mesmo sabia ser apenas ilusão. Carlota, sua estrela Dalva, está noiva e mantém com Werther uma gostosa amizade. Alberto, noivo de Carlota, está em viagem. É nesse meio tempo que nosso personagem se entrega a um sentimento arrebatador que o faz sorrir e chorar de tanta alegria.
No decorrer do romance Werther admite que Alberto e Carlota foram feitos um para o outro e que ele seria o intrometido nesta relação. Tenta fugir indo trabalhar em outra cidade, mas não se desgarra de Carlota. E página após página a frustração, a dor, a infelicidade vão aumentando e o final acaba por ser demais previsível.
É claro que neste breve relato não poderia de nenhuma forma lhes transmitir a mesma emoção que o livro me trouxe. Confesso que em alguns momentos me senti como Werther, um espelho, uma imagem auto-retratada em letras e páginas. Quem nunca teve um amor platônico? Quem nunca sofreu por amor? E mais, quem nunca se entregou a uma fervente paixão, mas que não era recíproca?
Werther é o resultado de muitos jovens que, frustrados por algum amor mal resolvido, se sentem solitários, infelizes e entregues à depressão. É uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo que te leva ao auge da felicidade, também te joga nas profundezas da dor. É algo que não pode ser compreendido, apenas sentido. Infelizmente para muitos a solução é a exclusão, o afastamento ou até mesmo o suicídio, como no caso do jovem personagem.
Werther, talvez por ser tão novo, não expôs o que todos que se encontram nessa situação precisam. Ele não falou sobre o senhor tempo. Ele que é o mestre de todas as horas, nos faz esquecer, perdoar e amar novamente. O tempo comanda toda o roteiro, personagens e a teatralidade da vida. E como dizem: o tempo não para.
Meu caro, Werther! Era apenas uma questão de tempo!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Parabéns, Adão!

sábado, 6 de março de 2010
Poemas soltos - parte de uma história vivida
quinta-feira, 4 de março de 2010
O Jardineiro e a Flor - Capítulo 1

Na pequena e fria cidade de Walheim existiam apenas duas coisas que poderiam se notar à léguas de distancia. Uma delas era o clima tenebroso que pairava sobre os rostos de seus moradores. Todos pareciam viver em um eterno mau humor, cheios de amargura. As fisionomias sempre fechadas impediam qualquer visitante de se aproximar e fazer contato. As meninas emburradas para cima e para baixo, sempre irritadas com alguma coisa. Os meninos com a testa franzina demonstrando insatisfação com a vida. Difícil mesmo era encontrar alguém que desse um sorriso apenas. E não era coisa de adolescente, pelo contrário, todos, sem exceção, respiravam descontentamento, seja com o vizinho, com a prefeitura, com a escola, com o trabalho, ou consigo mesmo. Nunca estavam satisfeitos. Era uma cidade de perfeccionistas que não admitiam nenhum erro se quer. Turistas? Nem pensar. Assim que algum desses, na maioria jovens em busca de aventura nas montanhas geladas do Vale Robusto, se aproximavam, os moradores exalavam aquele péssimo clima, o que repelia qualquer um que tentasse ingressar na linda Walheim.
Apesar dos moradores demonstrarem nenhuma simpatia, a natureza fazia questão de dizer exatamente o contrário. Pequena em tamanho, mas grande em beleza. Cobertas por palmeiras imperiais, as ruas em paralelepípedos clássicos ganhavam um charme a mais quando por elas passavam as amargas donzelas em suas charretes. As casas em estilo colonial, com jardins bem cuidados e floridos preservavam o tom antigo que a cidade gostava de transparecer. Era uma cidade diferente de todas as outras. Onde por fora era linda, com uma paisagem exuberante, mas por dentro estava repleta de brigas, intriga, confrontos entre moradores, disputas por posição social e tudo mais que pudesse destruir os relacionamentos.
A outra coisa que chamava a atenção em Walheim, era um lugar que nem seu nome os moradores gostavam de pronunciar. Todos tinham medo até de passar perto daquele local. Era um pequeno bosque, o bosque das sombras, bem ao final da cidade. Altos muros o cercavam, e nada de belo em sua entrada, pelo contrário, o bosque destoava de toda a cidade. Com uma aparência lúgubre, transmitia sensação desagradável a quem passasse. Os moradores daquela cidade não falavam sobre o bosque das sombras. Era como se não existisse, ou como se a maioria fingisse não existir. Pelas histórias que os antigos contavam, dentro deste local havia algo horripilante, medonho, sinistro. E tudo que tinha de lindo em Walheim, parecia se transformar dentro do bosque. Quem entrasse ali iria se deparar com uma imagem tenebrosa. As ruas eram de barro vermelho, molhado pelas chuvas constantes, o que transformava tudo em lama. As arvores plantadas eram sem folhas, somente galhos. As poucas flores que tinham no local eram negras, estranhamente negras, desabrochadas com um odor fétido. Animais esquisitos povoavam o bosque, cachorros, gatos, e até leopardos haviam ali, mas era um espécie maléfica de bichos. Em seus olhos havia maldade, espanto, pavor. Insetos bem maiores que o normal sobrevoam os lagos tétricos. E o céu parecia mudar sua tonalidade. O azul tornava-se vermelho como fogo, como se fosse uma outra dimensão.
Havia uma cabana dentro do bosque. Em meio a este cenário pavoroso, uma pequena choupana resistia firmemente aos ventos, às tempestades e ao calor intenso que o bosque passava. Mas se existia uma cabana era sinal de que alguém morava neste local. Mas como? Um lugar tenebroso, com um odor desagradável, local onde todos os moradores da linda Walheim procuravam passar a distância, poderia abrigar alguém ali dentro?
To be continue...





